"Sem Limites", do Movimento SOS ARTE PT
Atualizado: 3 de abr. de 2023
Fórum da Maia | Porto | 2020 | Vários Artistas
Curadoria: António Cerveira Pinto, Margarida Sardinha, Maria de Fátima Lambert,
Nuno Sacramento e Regina Frank.
"O Carteiro de Pablo Neruda" Sala da Exposição Exposição Vários Artistas Exposição. Vários Artistas Exposição. Vários Artistas Exposição. Vários Artistas Exposição. Vários Artistas Exposição Vários Artistas Exposição. Vários Artistas
Com estas três obras, pretendo mostrar uma parte ínfima de uma série mais extensa a que pertencem. Primeiro Caderno é o título desta série de pinturas sobre papel de jornal. Aqui o papel de jornal não é de descartar, mas antes serve de impulso para a criação.
Um material repleto de imagens e de escrita de uso recorrente no nosso quotidiano. Pelas minhas mãos é transformado em páginas de pintura.
Este foi outrora inspirador e usado por vários artistas, tais como os Surrealistas, artistas da Arte Povera, como também serviu de modelo de representação e entrando assim em várias composições de História de Arte.
Segundo extratos de um livro de Boris Groys, passo a citar: “… afirma que a utopia se realizou por si mesma e que o limite entre a Cultura e a realidade se apagou.”
Estas pinturas falam disso mesmo, dessa referência ao valorizado, representado no ato de pintar com tudo o que isso implica na união com a memória e a imaginação.
Nesta ligação com o plano do profano, referindo-me ao quotidiano, ao acaso e à experiência individual e única.
Deixo ainda por aqui, excertos do meu diário gráfico sobre o “Primeiro Caderno”:
O que é o jornal para mim?
Um objeto de leitura e de partilha.
Gosto do jornal pelo seu formato de livro.
Porque é que estou a trabalhar com papel de jornal?
Porque é um objeto contemporâneo que traz notícias do mundo, de
longe e de perto. É um caderno que me informa, provoca emoções, levanta reações.
É provável vir a terminar. Mas quando?
É questionável. Não sabemos se é portador de total verdade. Sim e Não, mas quais são as notícias?
Não quero entrar em questões políticas, mais sociais, talvez poéticas e sobretudo pictóricas.
Qual é a minha abordagem?
Iconoclasta! Um pouco, sobretudo transformadora.
Termina por ser uma pintura em formato de página, que pode ser vista lado a lado, uma a seguir a outra.
Ângela Dias
10 De Maio de 2020
